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Vídeos e áudios divulgados em janeiro de 2026 expõem a influência persistente da cúpula do Comando Vermelho.
Rio de Janeiro — 26 de Janeiro de 2026
Após meses de silêncio e uma fuga cinematográfica durante a ocupação dos Complexos da Penha e do Alemão no final de 2025, Edgar Alves de Andrade, o Doca (também conhecido como Urso), voltou ao centro das atenções da segurança pública brasileira. Registros audiovisuais que circulam nesta semana mostram o líder da maior facção criminosa do Rio de Janeiro em uma postura de afronta direta, expondo a fragilidade das fronteiras entre o crime organizado e agentes do Estado.
Veja ele na lista de alvosO reaparecimento de Doca não ocorreu fisicamente em locais públicos, mas sim através de gravações que chocaram a cúpula da segurança. Nos arquivos, o criminoso aparece em diálogos diretos com um oficial da Polícia Militar. O tom não é de quem está acuado, mas de "cobrança" e negociação, sugerindo uma rede de influência que sobreviveu às operações de larga escala do ano anterior.
A resposta institucional foi imediata: o capitão envolvido, lotado no 39º BPM (Belford Roxo), foi afastado após a Corregedoria identificar indícios de interlocução indevida com o traficante.
Status de Procurado: Doca continua sendo o alvo número um do Rio de Janeiro. O Disque Denúncia mantém uma recompensa de R$ 100 mil por informações que levem à sua captura, o valor mais alto da tabela atual.Para entender o peso desse reaparecimento, é necessário recuar a outubro de 2025. Naquele mês, as forças de segurança realizaram uma incursão histórica no Complexo da Penha. Embora o balanço tenha registrado apreensões recordes, o objetivo principal — a captura de Doca — fracassou. Relatos indicam que ele teria utilizado rotas de fuga em áreas de mata e uma rede de túneis para deixar o perímetro cercado.
O ressurgimento da figura de Doca em 2026 coloca pressão sobre o governo estadual e o Ministério da Justiça. O fato de um foragido desse calibre conseguir produzir conteúdo e intimidar oficiais da ativa expõe a necessidade urgente de novas estratégias de inteligência. Enquanto a polícia tenta localizar seu paradeiro, a facção utiliza sua imagem como ferramenta de propaganda, reforçando o domínio territorial sobre as comunidades.